O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) considerou improcedente o recurso do Sporting, confirmando as sentenças da primeira instância e do Tribunal da Relação que condenaram o clube a organizar um jogo de homenagem ao ex-futebolista búlgaro Iordanov.
O antigo jogador "leonino" reclamava o incumprimento da primeira cláusula de uma adenda ao contrato que tinha com o clube, na qual reza que "a Sporting SAD compromete-se a realizar um jogo de despedida em homenagem, em data a acordar entre ambas as partes", e foi-lhe dada razão, numa decisão tomada a 25 de Junho, mas só hoje conhecida.
Alegava Iordanov que a data de realização do jogo estava condicionada ao acordo entre ambas as partes e que só podia convidar os intervenientes para a sua festa com conhecimento de uma data a indicar pelo Sporting, algo que nunca terá acontecido.
Por sua vez, o Sporting alegava que a organização do jogo, bem como a constituição da equipa que iria defrontar o clube de Alvalade seria da responsabilidade de Iordanov, o qual só terá demonstrado interesse três épocas após o previsto, em Outubro de 2005, quando "as circunstâncias idealizadas já não se verificavam".
Iordanov refutou essa alegação, sublinhando que após a cessação do contrato como treinador, em Junho de 2005, insistiu para a realização do encontro.
Os "leões" defenderam também que pagaram 150.000 euros ao futebolista, conforme estipulado no contrato, e que acabaram por ter prejuízo, já que esperavam um retorno de 75.000 euros, proveniente de uma eventual transmissão televisiva do evento.
O STJ rebateu esta tese, alegando que, tratando-se de jogos com as características daquele que o Sporting se comprometeu a realizar, "não fica, de todo, demonstrado que as receitas da sua transmissão televisiva", no confronto com as receitas de jogos da Primeira Liga ou da Taça de Portugal, "se postavam em patamares idênticos àqueles".
A segunda alegação do STJ, contrariando a tese do Sporting, é a de que "nos termos do acordado, somente reverteriam a favor do autor as receitas líquidas do jogo de homenagem", o que equivale, como é claro, "ao montante pecuniário que resultasse após a dedução dos custos com a organização do evento".
"Sendo assim, como é, não se depara perceptível que a ré (neste caso, o Sporting) venha a brandir com um prejuízo que sofreria com a realização do jogo", concluiu o STJ, para o qual "não ficou provado que, mesmo com os acrescidos custos derivados da realização do jogo no estádio de Alvalade XXI, esses agravados custos seriam sempre superiores às receitas".
Recorde-se que o Tribunal de Trabalho já condenara o Sporting - decisão que o Tribunal da Relação viria a confirmar - a realizar o citado jogo de despedida a Iordanov no Estádio Alvalade XXI, com a receita líquida a reverter para o jogador e as receitas de transmissão televisiva para o clube até a limite de 74.819,68 euros, cabendo àquele o valor remanescente se forem superiores.
O antigo internacional búlgaro actuou durante 10 temporadas no Sporting - entre 1991/1992 e 2000/2001 - e esteve ligado ao penúltimo título "leonino", em 1999/2000, que pôs fim a um "jejum" de 18 anos.
In Publico.
O antigo jogador "leonino" reclamava o incumprimento da primeira cláusula de uma adenda ao contrato que tinha com o clube, na qual reza que "a Sporting SAD compromete-se a realizar um jogo de despedida em homenagem, em data a acordar entre ambas as partes", e foi-lhe dada razão, numa decisão tomada a 25 de Junho, mas só hoje conhecida.
Alegava Iordanov que a data de realização do jogo estava condicionada ao acordo entre ambas as partes e que só podia convidar os intervenientes para a sua festa com conhecimento de uma data a indicar pelo Sporting, algo que nunca terá acontecido.
Por sua vez, o Sporting alegava que a organização do jogo, bem como a constituição da equipa que iria defrontar o clube de Alvalade seria da responsabilidade de Iordanov, o qual só terá demonstrado interesse três épocas após o previsto, em Outubro de 2005, quando "as circunstâncias idealizadas já não se verificavam".
Iordanov refutou essa alegação, sublinhando que após a cessação do contrato como treinador, em Junho de 2005, insistiu para a realização do encontro.
Os "leões" defenderam também que pagaram 150.000 euros ao futebolista, conforme estipulado no contrato, e que acabaram por ter prejuízo, já que esperavam um retorno de 75.000 euros, proveniente de uma eventual transmissão televisiva do evento.
O STJ rebateu esta tese, alegando que, tratando-se de jogos com as características daquele que o Sporting se comprometeu a realizar, "não fica, de todo, demonstrado que as receitas da sua transmissão televisiva", no confronto com as receitas de jogos da Primeira Liga ou da Taça de Portugal, "se postavam em patamares idênticos àqueles".
A segunda alegação do STJ, contrariando a tese do Sporting, é a de que "nos termos do acordado, somente reverteriam a favor do autor as receitas líquidas do jogo de homenagem", o que equivale, como é claro, "ao montante pecuniário que resultasse após a dedução dos custos com a organização do evento".
"Sendo assim, como é, não se depara perceptível que a ré (neste caso, o Sporting) venha a brandir com um prejuízo que sofreria com a realização do jogo", concluiu o STJ, para o qual "não ficou provado que, mesmo com os acrescidos custos derivados da realização do jogo no estádio de Alvalade XXI, esses agravados custos seriam sempre superiores às receitas".
Recorde-se que o Tribunal de Trabalho já condenara o Sporting - decisão que o Tribunal da Relação viria a confirmar - a realizar o citado jogo de despedida a Iordanov no Estádio Alvalade XXI, com a receita líquida a reverter para o jogador e as receitas de transmissão televisiva para o clube até a limite de 74.819,68 euros, cabendo àquele o valor remanescente se forem superiores.
O antigo internacional búlgaro actuou durante 10 temporadas no Sporting - entre 1991/1992 e 2000/2001 - e esteve ligado ao penúltimo título "leonino", em 1999/2000, que pôs fim a um "jejum" de 18 anos.
In Publico.
































3 comentários:
Boas!
Realmente isto é vergonhoso para o nosso clube. Aqueles que dão o sangue, suor e lágrimas pelo nosso clube são maltratados, os que lá ficam durante anos a chular, literalmente, a instituição, nunca jogando ou só jogando quando o contrato está para acabar e demais maneiras de enganar toda a gente vêem os seus contratos renovados e são levados nas palminhas.
Depois querem que alguém queira ficar no clube durante largas épocas...
Abraço
Anda por aí cada ignorante a "botar faladura"...Sinceramente!Então o jogador deu sangue, suor e lágrimas pelo Sporting e durante esse tempo o Clube não lhe pagou? Foi? Se calhar este sujeito pensa que o seu patrão depois de lhe pagar o que lhe deve ainda lhe fica a dever favores!...
Se este individuo conhecesse a história da passagem do Yordanov pelo Sporting, saberia que ele passou muitos meses sem jogar por lhe ter aparecido uma doença de origem genética e o Sporting pagou-lhe sempre e recuperou-o para o futebol.Será que isto não tem valor?
Se o Sporting lhe tivesse feito,logo que ele ficou doente, como o Marselha fez ao Delfim e a Juventus fez ao Jorge Andrade,que rescindiram o contrato,
não teria hoje que aturar este ingrato.
Estou agora para ver quantos é que vão ver o jogo e qual será o canal de TV que vai transmitir o jogo. Deve ser uma grande receita!
O homem vai ficar rico.
POR UMA REVOLUÇÃO NO FUTEBOL EM PORTUGAL:
Revolucionar o Futebol profissional em Portugal, pela implementação de um novo modelo de gestão, financiamento e organização.
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